Com açúcar, com afeto, fiz seu doce predileto
Pra você parar em casa, qual o quê!
Com seu terno mais bonito, você sai, não acredito
Quando diz que não se atrasa
Você diz que é um operário, sai em busca do salário
Pra poder me sustentar, qual o quê!
No caminho da oficina, há um bar em cada esquina
Pra você comemorar, sei lá o quê!
Sei que alguém vai sentar junto, você vai puxar assunto
Discutindo futebol
E ficar olhando as saias de quem vive pelas praias
Coloridas pelo sol
Vem a noite e mais um copo, sei que alegre ma non troppo
Você vai querer cantar
Na caixinha um novo amigo vai bater um samba antigo
Pra você rememorar
Quando a noite enfim lhe cansa, você vem feito criança
Pra chorar o meu perdão, qual o quê!
Diz pra eu não ficar sentida, diz que vai mudar de vida
Pra agradar meu coração
E ao lhe ver assim cansado, maltrapilho e maltratado
Como vou me aborrecer? Qual o quê!
Logo vou esquentar seu prato, dou um beijo em seu retrato
E abro os meus braços pra você.
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Há 3 meses
4 comentários:
Essa música está me perseguindo hoje!
Cheguei em casa e deixei um chocolate para o Tarek com um bilhetinho dizendo "com açúcar e com afeto", porque voltei para casa com essa música na cabeça...
A tarde recebi um e-mail de uma amiga com um vídeo do Chico com essa música.
E agora abro o blog das meninas e vejo este post.
Incrível!!!
Beijo para todos "com açúcar e com afeto!" :)
Que superpresa booaaaa!!
Adorei a retomada da sessão com uma das músicas do Chico que mais amo e odeio...rsrsr.
Beijos meu bem!
Só um complemento, meu caro acreano. Antes, bem antes de Chico, Ary Barroso já aprontava das suas, cantando deslavadamente no feminino em pleno anos 30 e 40. Vide o seu superclássico samba "Camisa Amarela":
Encontrei o meu pedaço na avenida de camisa amarela
Cantando a Florisbela, oi, a Florisbela
Convidei-o a voltar pra casa em minha companhia
Exibiu-me um sorriso de ironia
Desapareceu no turbilhão da galeria
Não estava nada bom, o meu pedaço na verdade
Estava bem mamado, bem chumbado, atravessado
Foi por aí cambaleando se acabando num cordão
Com um reco-reco na mão
Depois o encontrei num café zurrapa do Largo da Lapa
Folião de raça bebendo o quinto gole de cachaça
Isso não é chalaça!
Voltou às quatro horas da manhã mas só na quarta-feira
Cantando "A jardineira", oi, "A jardineira"
Me pediu ainda zonzo um copo d’água com bicarbonato
Meu pedaço estava ruim de fato pois caiu na cama e não tirou nem o sapato
Roncou uma semana
Despertou mal-humorado
Quis brigar comigo
Que perigo, mas não ligo!
O meu pedaço me domina
Me fascina, ele é o tal
Por isso não levo mal
Pegou a camisa, a camisa Amarela botou fogo nela
Gosto dele assim
Passou a brincadeira e ele é pra mim, meu senhor do bomfim
Gosto dele assim
Passou a brincadeira e ele é pra mim
Beijos no coração!! Com açucar e com afeto...
Fico me lembrando daquele menina do PAto Fu (muito chatamente) cantando essa música... chaaaaaaaato demais!
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