quinta-feira, 23 de setembro de 2010

ESSE POVO DE DEUS É UMA BENÇA


Caminhando pelo Canal da Maternidade em Rio Branco, dei de cara com essa frase pichada no muro que tive a curiosidade de fotografá-la e que está logo ai acima. Pois é, me incomodou! Apesar de não ser homossexual (sem piadinha ok?), me senti agredido na minha liberdade de ver as coisas libertas.

Não é possível que hoje em dia ainda tenham pessoas que se afirmem na sua religião, negando o direito do outro. Como assim? Que povo de Deus excludente é esse? E não me venham dizer que a religião cristã não concorda com o casamento homossexual e por isso se posiciona contra. E daí? Quem lhes deram o direito de agredir o direito dos outros? Que eles resolvam os seus recalques com os gays nos seus quintais, mas pra longe do pastor, o negocio tem que ser diferente.

Me perdoem o exagero, mas esse mesmo tipo de raiva homofóbica tem as mesmas raízes excludentes que perseguiu (ou perseguem) os judeus na Alemanha, os curdos no Iraque, os palestinos em Israel entre outro inúmeros exemplos de afirmação de um grupo de pessoas encima do direito de outros.

No entanto (ah! esse otimismo que me machuca), acredito que estamos perto do dia que essa frase nos soara tão anacrônica e sem sentido como esse anuncio que coloco logo ai abaixo. Uma tia minha muito querida, formada em “história pela sua curiosidade”, encontrou esse anuncio datado da década de 1870, nos arquivos de uma biblioteca de Itajubá. O mesmo trás a oferta de uma escrava própria para “ama de leite e todo o serviço” com dois filhos (um deles ingênuo, como se chamavam os escravos libertos pela lei do Ventre Livre-1871). Quem faz a oferta é um tal de Manoel Dias Pereira, que muito provavelmente era um cristão “temente” a Deus.

Pode parecer exagero comparar o escravismo com o os direitos civis dos homossexuais mais de 130 anos depois. Mas não se enganem, nasceram de uma mesma cristandade sem noção e nada cristão.... né não?

domingo, 12 de setembro de 2010

É A NOSSA CARA!



Pois é, quando o Tiririca foi pra televisão avisar que votando nele "pior que está não fica" e dizendo que não tem a menor idéia do que um deputado faz, muitos se revoltaram com frases manchadas do tipo "isso é um deboche contra a nossa democracia", "é um absurdo um candidato como esse", entre outras colocações mal humoradas.

Ai, aos puristas, eu pergunto: e a nossa tal democracia merece coisa melhor? Meus amigos acordem: o Tiririca é a cara da nossa democracia. Lendo uma entrevista dele você percebe que ele é aquilo mesmo: um palhaço (no melhor sentido da palavra), captado por um partido oportunista buscando milhões de votos para eleger seus outros palhaços (no pior sentido da palavra), que tenta com a sua popularidade se eleger e conseguir sua "boquinha". Pelas suas palavras, você percebe que o papel dele na eleição é ser divertido.

Sua postura caricata pedindo o seu voto, não é carregada de nenhuma critica bem humorada que seja ao sistema politico brasileiro. Ele encara o seu papel ali como legitimo e acha, realmente, que por ser divertido pode "ajudar os mais necessitados... inclusive sua familia" (ahahaha! Mó engraçadão né!).

No entanto, mesmo não querendo, ele joga nas nossas caras que essa nossa "democracia" é isso ai: brincadeira de palhaço (nos dois sentidos da palavra).


Em tempo: o Romário está se candidatando a deputado federal no Rio. Alguém avisou pra ele que Brasilia não tem praia?

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

A VELHA MONTANHA E EU


Meus amigos, da série “Eu não podia deixar de me despedir no Acre, sem nem mesmo ter conhecido antes” eu falo ainda estupefato da maravilha que tive o prazer de conhecer a pouco: Machu Pichu.

As ruínas Inca, pra nos acreanos é uma espécie de Cabo Frio para os cariocas: é logo ali. Aqui no feriadão, a gente vai é pro Peru (ui!....te mete com a gente!).

Meus amores, não passem por essa vida (me permitam o exagero) sem ter o prazer de conhecer Machu Pichu. É uma viagem absolutamente em conta (seja de onde você sair do Brasil) e Maravilhosa!

Definitivamente, apesar dos seus absurdos, o SER HUMANO É MUITO FODA! Como construir uma cidade a 2800 metros de altitude, manuseando milhões de toneladas de pedra no século XV?

Ta ai, uma viagem que poderíamos pensar em fazer juntos... o Fidel já falava nisso na faculdade. Reunir uma turma legal e viver aquilo.

Curtam um pouco disso tudo... e ai, vamos?

Colocando Machu Pichu em seu lugar...